A eliminação do Internacional da Copa Libertadores após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo, no Beira-Rio, não encerrou os problemas do clube na competição. Além da queda em campo, o Colorado agora enfrenta o risco de uma punição severa por parte da Conmebol.
O atraso de 21 minutos no início da partida, provocado pela chuva de papel picado prateado lançada no gramado, colocou o Inter na mira do artigo 5.1.11.6 do Código Disciplinar da entidade. O regulamento prevê multa mínima de 50 mil dólares (cerca de R$ 274,5 mil) em casos de atrasos superiores a 15 minutos ou em reincidência. Como a ação foi organizada pelo próprio clube, existe ainda a possibilidade de uma sanção maior.
Inter admite erro e abre investigação no Beira-Rio
Após o jogo, o presidente Alessandro Barcellos admitiu que a iniciativa partiu do Inter e que o objetivo era apenas criar um ambiente festivo no estádio. O dirigente, no entanto, reconheceu o impacto negativo do episódio e confirmou que será aberta uma investigação interna para apurar responsabilidades.
Nas redes sociais, vídeos mostraram pelo menos cinco pessoas posicionadas na cobertura do Beira-Rio lançando os papéis metálicos. O material se espalhou pelo campo e impediu o árbitro Esteban Ostojich de autorizar o início imediato do confronto. Funcionários do clube precisaram agir rapidamente, utilizando aspiradores, vassouras e redes para retirar os resíduos.

A Conmebol tem regras específicas para atrasos em fases eliminatórias, com multas de no mínimo 20 mil dólares para até 15 minutos de espera. Como o tempo ultrapassou 20 minutos, a expectativa nos bastidores é de que a entidade não alivie na punição. A possibilidade de penalidade mais dura aumenta a pressão sobre a direção colorada, já abalada pela eliminação.