Clima tenso: confusão em jogo do Inter com pessoas próximas ao Baldasso
A eliminação do Internacional da Conmebol Libertadores, após a derrota por 2 a 0 para o Flamengo no Beira-Rio, não se limitou ao campo. O jogo ficou marcado por confusão nas arquibancadas e episódios de violência envolvendo torcedores e profissionais da imprensa ligados ao Canal do Baldasso.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram torcedores arrancando cabos e danificando equipamentos utilizados pelos comunicadores. As imagens também registram o momento em que os profissionais relatam agressões sofridas na tribuna de imprensa, durante uma transmissão ao vivo.
De acordo com informações apuradas pelo ge, os integrantes do Canal do Baldasso devem registrar um boletim de ocorrência assim que os agressores forem identificados. A repercussão do caso levou a diretoria do Internacional a entrar em contato com os responsáveis pelo canal, oferecendo apoio e assegurando colaboração no processo de apuração.
Em nota oficial, o clube declarou estar empenhado em identificar os torcedores envolvidos e afirmou que tomará medidas éticas e legais contra os responsáveis. O Internacional também informou que irá auxiliar as autoridades na investigação, visando garantir a responsabilização dos envolvidos.
A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) também se posicionou diante do episódio. Em comunicado, classificou os ataques como crime contra a liberdade de expressão, contra o exercício profissional e contra os princípios democráticos, destacando a gravidade das ações ocorridas no estádio.
Leia a nota oficial da Aceg
“A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (ACEG) repudia de forma enfática e inegociável os episódios de agressão registrados nessa quarta-feira, 20 de agosto, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, ao final da partida entre Internacional e Flamengo, válida pela Copa Libertadores da América.
Profissionais da imprensa foram covardemente atacados enquanto exerciam sua função. Integrantes do Canal do Baldasso, na TRIBUNA DE IMPRENSA, foram agredidos por torcedores localizados em cadeiras próximas ao setor destinado à cobertura jornalística. Da mesma forma, o repórter da Rádio Real News foi alvo de violência no pátio do estádio.
A ACEG afirma, sem rodeios: qualquer agressão a jornalistas é crime contra a liberdade de expressão, contra o exercício profissional e contra os princípios democráticos. Não há tolerância. Não há relativização.
Diante da gravidade dos fatos, a ACEG requer que o Sport Club Internacional identifique imediatamente os responsáveis e colabore para que sejam responsabilizados pelas autoridades competentes. Mais do que punição, é necessário garantir que tais ataques não se repitam, preservando a integridade de todos os cronistas esportivos em futuras coberturas.
Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos – ACEG”