Qual é o mascote do Inter? Conheça o Saci

O mascote do Sport Club Internacional é o Saci-Pererê, o menino negro de uma perna só, gorro vermelho e cachimbo, conhecido do folclore brasileiro. O personagem acompanha o clube desde meados do século 20 e, segundo o site oficial do Inter, foi registrado pela primeira vez no estatuto colorado em 2016.

Nas próximas seções, o leitor conhece a ficha do mascote, a lenda que deu origem ao personagem, os principais momentos dele dentro do clube, das charges dos anos 1950 à revista O Sacy, da comemoração de gol em 2006 ao programa infantil lançado em 2022, e as respostas para as perguntas mais frequentes sobre o assunto.

Resumo rápido sobre o mascote do Inter

  • Mascote: Saci-Pererê, personagem do folclore brasileiro.
  • Aparência: menino negro de uma perna só, com gorro vermelho e cachimbo.
  • Antecessor: o Negrinho, figura usada pela imprensa esportiva gaúcha nos anos 1950.
  • Primeira publicação própria: a revista O Sacy, editada pelo clube em 1960.
  • Oficialização: 2016, quando passou a constar no estatuto do clube.
  • Programa próprio: As Aventuras do Saci, no Mundo Colorado, a partir de 2022.
  • Data simbólica: 31 de outubro, celebrado como Dia do Saci.

Ficha do Saci colorado

Para quem chegou agora ao assunto, a tabela abaixo reúne as informações básicas sobre o mascote, do perfil folclórico às datas mais importantes dentro do clube.

ItemInformação
NomeSaci-Pererê, ou simplesmente Saci
Origem da lendaPovos indígenas do Sul do Brasil, com destaque para a região das Missões, segundo o clube
Traços marcantesUma perna só, gorro vermelho, cachimbo e gosto por travessuras
Chegada ao InterAssociado ao clube a partir dos anos 1940 e 1950
Primeira revistaO Sacy, segunda revista editada pelo clube, em 1960
Registro no estatuto2016, segundo o site oficial
Produção atualPrograma As Aventuras do Saci, no Mundo Colorado, desde 2022

Quem é o Saci da lenda

O Saci é uma das figuras mais populares do folclore nacional. Na versão que circula há gerações, ele aparece dentro de redemoinhos de vento, esconde objetos, faz tranças na crina dos cavalos e engana viajantes pelo caminho. O gorro vermelho seria a fonte de seus poderes, e quem conseguisse tomá-lo passaria a ter o Saci sob controle.

O site oficial do Inter dedica uma linha do tempo inteira ao mascote e começa pela lenda. Segundo o clube, o personagem nasceu entre os povos indígenas do Sul do Brasil, em especial na região das Missões, como uma entidade brincalhona. A perna única teria sido incorporada mais tarde, com a chegada de africanos escravizados, e uma das versões populares diz que ele a perdeu jogando capoeira.

A mesma linha do tempo lembra que, em 1909, ano de fundação do Inter, a compositora Chiquinha Gonzaga escreveu a marcha O Saci-Pererê. No fim da década de 1910, Monteiro Lobato reuniu depoimentos de leitores do jornal O Estado de S. Paulo para transformar a tradição oral em livro. Em 1958, o cartunista Ziraldo criou A Turma do Pererê na revista O Cruzeiro, e o personagem ganhou de vez a cultura pop brasileira, reforçado depois pelas adaptações do Sítio do Picapau Amarelo na televisão.

Como o Saci chegou ao Beira-Rio

A ligação entre o Saci e o Inter começa na década de 1940, época do Rolo Compressor, time que dominou o futebol gaúcho. Segundo o clube, foi nesse período que surgiu um personagem colorado e negro, travesso, que aparecia em redemoinhos, uma referência direta à lenda. Nos anos 1950, a imprensa esportiva de Porto Alegre, em especial a Folha Desportiva e o jornal A Hora, passou a representar o clube pela figura do Negrinho.

Com o tempo, o Negrinho deu lugar ao Saci. A troca fazia sentido: o personagem do folclore gostava de armar ciladas, e os cronistas da época usavam a imagem como analogia ao jeito do Inter de surpreender os adversários em campo. As razões históricas e sociais dessa escolha merecem um texto à parte; o que importa aqui é que, a partir daquela década, o Saci passou a ser lido como símbolo do clube.

Em 1960, o Inter lançou sua segunda revista oficial e a batizou de O Sacy, com a grafia antiga. O personagem aparecia vestido com o uniforme colorado em cartuns, flâmulas e pequenas estatuetas, que o clube entregava a jogadores de destaque, segundo o site oficial.

Do gol de Rentería ao estatuto

A partir dos anos 2000, o Saci passou a aparecer em formatos variados, de bonecos a ações de marketing. Um dos momentos mais lembrados pelo clube veio em 2006, durante a campanha da primeira Libertadores: a comemoração de gol do atacante colombiano Rentería ficou associada ao mascote e ganhou espaço na memória da torcida. Naquele mesmo ano, o Inter ainda conquistaria o Mundial de Clubes da Fifa.

Mesmo com tanta presença, o Saci só foi documentado oficialmente em 2016. Segundo o site do clube, foi a primeira vez que a condição de mascote apareceu registrada no estatuto colorado, depois de décadas de uso informal. Algumas fontes, como a Wikipédia, mencionam 2006 como o ano de inclusão no estatuto, mas o clube aponta 2016.

O Saci hoje

Atualmente, o Saci aparece em dias de jogo no Beira-Rio, em eventos do clube, em produtos licenciados e nas redes sociais. Em 2022, com a chegada do Mundo Colorado, projeto de conteúdo do clube, o mascote ganhou um programa próprio, As Aventuras do Saci, segundo a linha do tempo publicada no site oficial.

Outra data em que o personagem costuma ganhar destaque é 31 de outubro. Enquanto parte do mundo celebra o Halloween, no Brasil a data também é lembrada como Dia do Saci, iniciativa criada para valorizar o folclore nacional. Para o torcedor colorado, a coincidência virou oportunidade de reforçar o vínculo com o mascote.

Na rotina do clube, o mascote cumpre papéis diferentes. Em dia de jogo, ele recebe crianças, posa para fotos e participa da festa antes do apito inicial. Fora do estádio, aparece em campanhas, conteúdos digitais e itens vendidos nas lojas oficiais. Essa presença constante ajuda a explicar por que muitos torcedores mais jovens conhecem o Saci primeiro como personagem do Inter e só depois como figura do folclore.

O personagem também tem papel no Gre-Nal fora das quatro linhas. Do outro lado da rivalidade está o Mosqueteiro, mascote do Grêmio, e o confronto entre os dois virou tema recorrente de charges, provocações e ações de marketing ao longo das décadas. Para o colorado, o Saci travesso e o gorro vermelho funcionam como resposta bem-humorada ao rival.

Perguntas frequentes sobre o mascote do Inter

Qual é o mascote oficial do Internacional?

É o Saci-Pererê, personagem do folclore brasileiro. Ele está ligado ao clube desde os anos 1940 e 1950 e, segundo o site oficial, passou a constar no estatuto em 2016.

O Inter teve outro mascote antes do Saci?

Sim. Nos anos 1950, a imprensa esportiva gaúcha representava o clube pela figura do Negrinho, que com o tempo se transformou no Saci.

Quando o Saci virou mascote oficial do Inter?

O site oficial do clube informa que o registro no estatuto ocorreu em 2016. Algumas fontes citam 2006, mas a data indicada pelo próprio Inter é a mais recente.

O que foi a revista O Sacy?

Foi a segunda revista editada pelo Inter, lançada em 1960. O Saci aparecia nela vestido com o uniforme do clube, em cartuns, além de estampar flâmulas e estatuetas entregues a atletas.

O Saci tem programa próprio?

Sim. Desde 2022, o mascote estrela As Aventuras do Saci, atração ligada ao Mundo Colorado, projeto de conteúdo do próprio clube.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.