O Inter até se mexe nos bastidores, mas uma decisão interna mudou o rumo do mercado: Matheus Dória esfriou, e a prioridade agora é outra. O torcedor já sente que o foco da diretoria está bem definido.
O Colorado iniciou o ano analisando opções para reforçar o elenco, e a zaga aparece como setor mais carente. A saída de Vitão, negociado com o Flamengo, abriu uma lacuna importante, especialmente pelo lado direito da defesa.
A ideia da direção é clara: buscar zagueiros destros, capazes de atuar pelo lado direito. Esse ponto, inclusive, foi determinante para o congelamento das conversas com Dória.
Por que Dória perdeu espaço?
Apesar de estar no radar, Matheus Dória não se encaixa no perfil prioritário neste momento. O Inter já conta com dois zagueiros canhotos no elenco: Juninho e Victor Gabriel, recém-adquirido.
Além deles, Gabriel Mercado, mesmo sendo destro, atuou grande parte do tempo pelo lado esquerdo e renovou contrato por mais uma temporada. Com esse cenário, uma nova investida em Dória só ocorreria caso um dos canhotos fosse negociado, algo que não está no horizonte imediato.
Hoje, o técnico Paulo Pezzolano tem como opções:
- Mercado, experiente e versátil
- Clayton Sampaio, que perdeu espaço e deve iniciar o ano no grupo do Gauchão
- Pedro Kauã, jovem de 19 anos, em processo de afirmação no elenco profissional
O cenário reforça a urgência por reforços pontuais, mas com perfil bem definido. Fora do Beira-Rio, Dória, ex-Botafogo e São Paulo, segue vinculado ao Atlas, do México. O defensor conversa com o clube para rescindir contrato, mas, por ora, isso não reaproximou o jogador do Inter.
Inter segue ativo no mercado da bola
Até agora, o Inter não anunciou nenhuma contratação. Além da zaga, a diretoria busca:
- Volante
- Atacantes
A expectativa interna é que as novidades apareçam antes do início do Brasileirão, marcado para 28 de janeiro, dando mais opções a Pezzolano.
Análise
A leitura é simples e estratégica: o Inter não quer inflar o elenco, e sim corrigir desequilíbrios. Apostar em mais um zagueiro canhoto, neste momento, poderia gerar sobra de peças e novo problema interno. Para o torcedor, fica o recado: o clube sabe onde precisa agir. O desafio agora é transformar prioridade em contratação, porque o calendário não espera, e o Brasileirão cobra elenco pronto desde a largada.