Inter recusa proposta de R$ 39 milhões do Monterrey e mantém atacante
O Internacional bateu o martelo e deu um recado claro ao mercado: Rafael Borré não está à venda. Mesmo diante de uma proposta milionária do Monterrey, o clube colorado optou por segurar seu camisa 19, que vive momento de afirmação no Beira-Rio.
Proposta milionária recusada pelo Colorado
Segundo informações do jornalista Jeremias Wernek, o Monterrey, do México, apresentou uma oferta robusta para tentar tirar Borré do Inter. A proposta envolvia US$ 6,5 milhões fixos (cerca de R$ 34,1 milhões) mais US$ 1 milhão em bônus, atrelados a metas, chegando ao total de US$ 7,5 milhões, aproximadamente R$ 39,3 milhões. Mesmo com os números na mesa, a direção colorada foi direta: negócio recusado.
Borré em alta e aposta da diretoria
A negativa do Inter passa muito pelo momento atual do atacante colombiano. Depois de um 2024 abaixo das expectativas, Borré começou 2025 em alta rotação. Ele foi decisivo no Grenal, marcando dois gols, e também deixou sua marca no empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Maracanã, no último domingo (4).
Sob o comando de Paulo Pezzolano, o centroavante vem apresentando evolução técnica, intensidade e confiança, exatamente o que a comissão técnica esperava desde sua chegada.
Nos bastidores, pesa também uma avaliação estratégica. De acordo com Wernek, a direção entende que não conseguiria repor Borré à altura, mesmo com o valor elevado da proposta. Com a recusa do Inter, o Monterrey acabou fechando com o sérvio Uros Djurdjevic, destaque recente do Atlas, no futebol mexicano.
Borré segue valorizado no mercado
O assédio não é novidade. Antes do Monterrey, River Plate tentou repatriar o atacante, mas esbarrou nos altos salários pagos pelo Internacional. Já o Cruz Azul chegou a sondar a situação, porém não formalizou proposta. Atualmente, Rafael Borré tem contrato com o Inter até o fim de 2028, o que dá ao clube total controle sobre qualquer negociação.
Análise: Inter joga no modo “ganhar agora”
A decisão do Internacional deixa claro o foco da temporada: competir forte e brigar por títulos. Segurar um atacante em ascensão, mesmo diante de R$ 39 milhões, mostra que o clube aposta no retorno esportivo antes do financeiro.
Para o torcedor, a mensagem é animadora. Borré está confiante, o time cresce e a direção segura suas peças-chave. Em um calendário pesado e competitivo, abrir mão do camisa 19 agora seria um risco alto demais.