O Internacional tem duas Copas Libertadores: a de 2006, conquistada contra o São Paulo, e a de 2010, vencida diante do Chivas Guadalajara, do México. Até 21 de outubro de 2026, esse é o número oficial de títulos colorados na principal competição de clubes da América do Sul.
Neste texto, você vai ver como foram as duas campanhas campeãs, os placares das finais, os técnicos e os heróis de cada conquista. Também vai relembrar o vice de 1980 e as semifinais em que o clube ficou perto de outras decisões.
Resumo rápido sobre as Libertadores do Internacional
- Títulos: 2 (2006 e 2010).
- 2006: final contra o São Paulo, com 2 a 1 no Morumbi e 2 a 2 no Beira-Rio.
- 2010: final contra o Chivas Guadalajara, com 2 a 1 no México e 3 a 2 no Beira-Rio.
- Vice-campeonato: 1980, contra o Nacional, do Uruguai.
- Técnicos campeões: Abel Braga em 2006 e Celso Roth em 2010.
- As duas conquistas levaram o clube ao Mundial de Clubes da FIFA; em 2006, o Inter venceu o Barcelona.
As finais em uma tabela
| Ano | Adversário | Ida | Volta | Agregado | Técnico |
|---|---|---|---|---|---|
| 2006 | São Paulo | São Paulo 1 x 2 Inter (Morumbi) | Inter 2 x 2 São Paulo (Beira-Rio) | 4 a 3 | Abel Braga |
| 2010 | Chivas Guadalajara (México) | Chivas 1 x 2 Inter (Zapopan) | Inter 3 x 2 Chivas (Beira-Rio) | 5 a 3 | Celso Roth |
| 1980 (vice) | Nacional (Uruguai) | Inter 0 x 0 Nacional (Beira-Rio) | Nacional 1 x 0 Inter (Montevidéu) | 0 a 1 | Ênio Andrade |
2006: o primeiro título, contra o São Paulo
A primeira Libertadores veio em uma final brasileira. O adversário era o São Paulo, então campeão da América e do mundo. Antes disso, o Inter fez uma campanha sólida na fase de grupos e passou por Nacional, do Uruguai, LDU, do Equador, e Libertad, do Paraguai, no mata-mata.
O jogo de ida foi no Morumbi, diante de mais de 70 mil pessoas. Rafael Sobis, revelado nas categorias de base do clube, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1. A vantagem levou o time a Porto Alegre com a chance de empatar.
A volta aconteceu em 16 de agosto de 2006, no Beira-Rio. Fernandão, capitão e principal liderança do grupo, abriu o placar. Fabão empatou, Tinga recolocou o Inter na frente e Lenílson igualou de novo. O 2 a 2 bastou para o título. Tinga ainda foi expulso logo depois do gol, em lance discutido até hoje pelos torcedores.
O técnico era Abel Braga. Em dezembro, o mesmo grupo venceu o Barcelona por 1 a 0, em Yokohama, com gol de Adriano Gabiru, e conquistou o Mundial de Clubes da FIFA.
2010: o bicampeonato diante do Chivas
Quatro anos depois, o Inter voltou à final em uma campanha mais sofrida. O time liderou o grupo sem perder e, no mata-mata, avançou três vezes graças ao critério do gol marcado fora de casa, contra Banfield, Estudiantes e São Paulo.
O técnico Jorge Fossati comandou o time em boa parte da competição e foi substituído por Celso Roth na reta final. Com Roth, o Inter eliminou o São Paulo na semifinal e chegou à decisão contra o Chivas Guadalajara, clube mexicano convidado para o torneio.
A ida foi em 11 de agosto, no Estádio Omnilife, em Zapopan. O Chivas saiu na frente, mas Giuliano e Bolívar viraram para 2 a 1. Na volta, em 18 de agosto, no Beira-Rio, Rafael Sobis, Leandro Damião e Giuliano marcaram na vitória por 3 a 2. Sobis, que havia voltado ao clube naquele ano, se tornou um dos poucos jogadores a marcar em duas finais de Libertadores pelo Inter.
O título levou o clube ao Mundial de 2010, nos Emirados Árabes Unidos. Desta vez, porém, o time caiu na semifinal diante do Mazembe, do Congo.
1980: o vice contra o Nacional
Antes das duas taças, o Inter já havia chegado a uma final. Em 1980, um ano depois do título brasileiro invicto, o time de Falcão e companhia enfrentou o Nacional, do Uruguai. O primeiro jogo, no Beira-Rio, terminou 0 a 0. Na volta, no Estádio Centenário, em Montevidéu, os uruguaios venceram por 1 a 0, com gol de Victorino, e ficaram com o título.
Foi a única final de Libertadores perdida pelo Inter até hoje. A geração do fim dos anos 1970 é considerada uma das maiores da história do clube, e o vice continental ficou marcado como a grande conquista que faltou àquele grupo.
Outras campanhas marcantes
Fora das finais, o Inter chegou à semifinal em outras edições. Em 1989, caiu diante do Olimpia, do Paraguai, nos pênaltis. Em 2015, foi eliminado pelo Tigres, do México. Em 2023, perdeu a vaga na final para o Fluminense, que depois seria campeão.
Também houve quedas doídas em fases anteriores. Em 2019, o time foi eliminado pelo Flamengo nas quartas de final, no ano em que o rubro-negro levantaria a taça. Em 2025, o adversário nas oitavas voltou a ser o Flamengo, que avançou com 3 a 0 no agregado.
Na Libertadores de 2026, o Inter não está entre os clubes que disputam a fase final do torneio. Assim, a contagem de dois títulos não muda nesta temporada.
Onde o Inter aparece entre os brasileiros
Com dois títulos, o Internacional está no grupo de clubes brasileiros bicampeões da Libertadores, ao lado do Cruzeiro. À frente aparecem São Paulo, Santos, Grêmio e Palmeiras, com três conquistas cada, e o Flamengo, que chegou ao quarto título em 2025.
A comparação ajuda a entender o peso dos títulos de 2006 e 2010. Em quatro anos, o Inter passou de nenhuma Libertadores para duas, e entrou de vez no grupo dos clubes mais vencedores do continente. O mesmo período trouxe ainda a Copa Sul-Americana de 2008 e duas Recopas.
Perguntas frequentes sobre as Libertadores do Internacional
Quantas Libertadores o Internacional tem?
O Internacional tem duas Libertadores, conquistadas em 2006 e 2010. A contagem está atualizada até 21 de outubro de 2026.
Contra quem o Inter ganhou a Libertadores?
Em 2006, o Inter venceu o São Paulo na final, com 2 a 1 no Morumbi e 2 a 2 no Beira-Rio. Em 2010, superou o Chivas Guadalajara, do México, com duas vitórias, por 2 a 1 e 3 a 2.
O Inter já perdeu final de Libertadores?
Sim. Em 1980, o Inter perdeu a final para o Nacional, do Uruguai. Empatou por 0 a 0 em Porto Alegre e perdeu por 1 a 0 em Montevidéu.
Quem foi o técnico do Inter nas Libertadores?
Abel Braga comandou o time campeão de 2006. Em 2010, o título veio com Celso Roth, que substituiu Jorge Fossati durante a competição.